O Básico do Druida

Por James Haeck
Traduzido por Daniel Bartolomei Vieira
Originalmente publicado em 18 de junho de 2018 em https://www.dndbeyond.com/posts/241-druid-101-a-beginners-guide-to-channeling-natures
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O Básico do Druida: Um Guia Para o Iniciante à Canalização dos Poderes da Natureza

“Este lago está morrendo”, afirmou o druida. Ele ajoelhou-se na lama na margem do lago com uma mão estendida na direção da água turva. Seus olhos se fecharam suavemente em um estado de concentração, mas um lampejo de dor fez sua testa crispar enquanto falava, momentaneamente entregando a potência do veneno que corrompia aquela água. “E o seu protetor não atende aos meus chamados. Temo pelo pior”,

A guerreira estava de pé ao lado do druida, suas mãos na cintura da armadura. O ladino e a clériga do grupo logo atrás dela. Uma careta de ansiedade repuxou os lábios dela. “A ninfa não fala contigo?”

“Então qual é o maldito sentido de ficar vagando no meio do nada procurando por uma druida comedora de terra?”, o ladino resmungou, esfregando uma mão suja de barro na cara. “Ele disse que o lago ‘tá sujo e que não consegue falar com o espírito do lago. Eu podia ter feito tudo isso! Essa fadinha ensopada provavelmente ‘tá tirando férias em Faéria ou algo do tipo”.

O druida se levantou, sua mão direita pingando lama e sua barba cheia de folhas e flores molhadas pela água do lago. Ele olhou fixo para o ladino, lançando-lhe um olhar frio e fechou seus punhos enlameados. “Diferente de alguns de nós, estou disposto a tratar desta crise com a gravidade que lhe é devida. Um espírito do lago que está ausente não é um assunto do qual se rir. Percebes isto?”. Ele ergueu sua mão suja — o barro tinha uma doentia cor acinzentada.

“‘Tô vendo, paizinho”, o ladino deu uma risadinha. “É lama”.

“Errado!”, declarou o druida. “Nenhuma sujeira natural de um lago é assim”. Ele deixou aquele lodo pingar de sua mão, revelando um padrão avermelhado de cicatrizes por toda sua palma da mão e dedos. O ladino ficou calado e desviou o olhar.

“Queimou-te!”, a clériga disse assustada. Ela deu um passo adiante e instintivamente agarrou seu símbolo sagrado. Ela pegou a mão do druida em suas mãos — ele piscou, mas acenou em consentimento — e ela canalizou a luz curativa de Lathander naquele ferimento feio.

“Uma queimadura ácida”, disse o druida fazendo uma careta. “Causada pela prole de Juiblex. Este lago está assolado por uma doença sobrenatural, e eu suspeito que a própria ninfa do lago seja o vetor. Eu duvido que ainda haja algo dela, exceto pelo monstro que ela se tornou.  

“Vocês foram sábios em me chamar até aqui, aventureiros. Temos que ser como o incêndio que purifica as matas da morte e da doença. A natureza irá restaurar o Equilíbrio se lhe dermos a oportunidade”.

A guerreira olhou para a água e riu amargamente. “Eu não posso lutar contra um lago”.

Um sorriso irônico cruzou o rosto marcado do druida. “E nem precisas. Arrancarei esse demônio como se arranca veneno de um ferimento”. Ele tirou sua mão curada das mãos da clériga e baixou a cabeça para ela em agradecimento. Ele virou-se mais uma vez para a água, murmurou uma frase secreta e ergueu ambas as mãos aos céus, os punhos fechados. As nuvens acima se agitaram e ficaram escuras, como tinta sendo pingada em água parada. Um brilho azulado cruzou o céu e um estrondo baixo encheu o ar. Então, o druida abriu as mãos e gritou uma invocação Druídica.

Relâmpagos rugiram nas nuvens de tempestade logo acima e raios atingiram a água bem no meio do lago. Um cheiro de ozônio encheu o ar. Um momento se passou. A guerreira agarrou o punho de sua lâmina, sua respiração presa na garganta. Então, diante dos olhos do grupo, a água do lago começou a se agitar. Tentáculos furiosos de um limo cinzento fizeram água espirrar, até que uma criatura imensa e amorfa feita de um líquido borbulhante emergiu do meio do lago.

A guerreira sorriu. Ela sacou sua espada larga com um floreio triunfante e olhou para seus companheiros. “Era disso que eu ‘tava falando! Não mostrem misericórdia a este bastardo!”


Você é um druida. Você é um protetor dos ermos, um mantenedor dos segredos mágicos de seu credo e um conjurador dos aliados da natureza. Você pode se aventurar com muitos nãos druidas, mas você recebeu treinamento de um círculo druídico, uma ordem de defensores da natureza que o treinaram no secreto idioma Druídico, na arte da Forma Selvagem e em magias desconhecidas até mesmo para o mais devoto dos clérigos ou para o mais estudioso dos magos.

Este guia irá acompanhá-lo através das decisões que você terá que tomar em seus primeiros cinco níveis jogando como druida, e oferece sugestões sobre como fazer as melhores escolhas para o tipo de druida com qual você quer jogar. Como um personagem, cada druida possui um diferente personalidade e senso de estilo. Como um combatente, cada druida possui um papel diferente em combate e diferentes táticas enquanto luta. Este guia irá sugerir algumas boas magias e características a serem escolhidas quando estiver construindo seu druida, embora também lhe ofereça a oportunidade de escolher diferentes opções que melhor auxiliem no conceito do seu personagem.


Para o PDF completo com as estratégias para se jogar com um druida nos primeiros níveis, clique AQUI.

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