Introdução – Série Os Nove Infernos Pt. I

Por Ed Greenwood. Tradução Christian Parra e Júlia Souza. Revisão: Augusto Ballalai

Um diabo… pensou o aventureiro. Temos aqui um inimigo apropriado! Além disso, suas terras não serão seguras até acabar com ele, então ele decide rastrear ele.
E um pouco mais tarde… Há mais no lugar de onde esse veio, ele pensou consigo mesmo, em pé a cima dos restos ardentes.
“Eles podem vir de novo”, ele disse em voz alta.
“Sim”, concordou o paladino que lutou do seu lado.
“Você se juntou a uma batalha sem fim, meu senhor. Mas se você está cansado de lutar aqui, se você se importa com o tudo que conhece, então venha comigo, cavalgarei nos infernos amanhã”

Diabos e demônios sempre tem sido os monstros favoritos no jogo de AD&D, particularmente em personagens de alto e médio nível. Como um DM, tenho ficado com um pé atrás ao incluir diabos até eu ter feito algum trabalho nos Nove Infernos, pela simples razão de que os personagens dos jogadores, uma vez que introduzidos aos demônios e ao saber fatos sobre eles, seguramente almejarão levar a briga para a lar do inimigo. Sou bondoso e justo basicamente (qual DM não é?), e seria errado não permitir personagens de entrar aos infernos após eles terem passado por alguns problemas e ter gastado para assegurar os meios para que assim seja. Não os permitindo de fazer a viagem, quando eles merecem ter uma chance, condena os personagens a serem sempre defensivos ao brigar contra demônios.  Muito além (por exemplo) das camadas caóticas do Abismo, o ambiente dos Nove Infernos demanda que o DM faça preparações consideráveis antes de fazer movimentos de jogo no ambiente. Existem brechas e incertezas nas avaliações oficiais disponíveis sobre os Infernos. Resumidamente, este artigo vai tocar em algumas dessas brechas e explicar a razão que adotei; outros DMs podem muito bem fazer decisões diferentes. O tratamento dos Nove Infernos oferecidos aqui deixa espaço para um DM fazer os infernos mais como ela ou ele o enxerga, e/ou para incluir características específicas para uma aventura particular.

O próprio nome do diabo Styx (veja o Fiend Folio Tome, pp 25-26) insinua que o rio Styx existe em alguma forma nos Nove Infernos no multiverso de AD&D, e nós sabemos (pelo Deities & Demigods Cyclopedia) que a divindade sahuagin, Sekolah, nada nas partes mais profundas do mar dos Nove Infernos. Sekolah é um tubarão branco gigante que “caça apenas as maiores e mais ferozes presas”. A ilustração no livro DDG sugestiona que uma lula gigante faz parte de suas vítimas. Poderia Sekolah também caçar tartarugas dragões, ou polvos gigantes? Ou também existem leviatãs aquáticos únicos dos infernos?

Existem outros detalhes que um DM precisa resolver, também: Gruumsh, Maglubiyet, Kurtulmak e algumas deidades humanas (Set, por exemplo) nomeados no livro DDG são colocados nos Nove Infernos. Gruumsh and Maglubiyet estão presos em uma batalha sem fim com as tropas que eles comandam, e essas tropas tem a melhor localização geográfica em relação com os nove planos do inferno. Na publicação 64 da revista Dragon, Mr. Gygax move as primeiras três deidades (para Gehenna, Gehenna, e Acheron respectivamente), mas não é claro se esta mudança se aplica oficialmente as regras do AD&D, ou apenas a configuração da campanha do Mundo de GREYHAWK. Certamente, from a da visão de desnvolvimento, essas divindades são melhor removidas, se os próprios Arquidiabos (olhe o livro DDG) são apenas deuses menores, como eles existem amigavelmente com Set, um deus maior que concebivelmente tem o poder de (Ordeiro Mau, lembra?) controlar eles.

Se qualquer deidade é permitida nos infernos, a sugestão a partir daqui é que elas sejam confinadas no primeiro (predominante) plano, que pode servir com um universal “doormat” area para visitantes e não-demônios, e uma área de preparação tanto para qualquer exército ou defensores dos infernos, e para equipes de reconhecimento que deixarão os infernos para diversas missões.

A maioria das invasões pelos personagens dos jogadores, também, deverão chegar no primeiro plano. É, contudo, necessário para o DM em tempo de invasão saber alguma coisa sobre os outros planos do inferno, já que a partir desses planos virá a reação para qualquer invasão. Aqui nós partimos para o oficial, e seguimos dentro das tentativas deste escritor para fazer os Nove Infernos um ambiente jogável.

Realidade nos Reinos


Nos Reinos (o mundo da minha campanha), eu segui a ideia dos turnos especificados pelo Sr. Gygax na Dragon 64, removendo todas as deidades não-demônios dos Nove Infernos exceto por Sekolah. No panteão da campanha existe um deus maior de tendência Ordeiro Mau (Bane, por nome) que é adorado por humanos. O problema de como lidar com tal divindade cara a cara com os arquidiabos foi evitado separando (a divindade e os demônios) completamente. Bane não tenta impedir ou controlar Asmodeus ou os outros demônios porque eles servem seus propósitos agindo por si mesmos, dando liberdade a Bane para fazer seu trabalho em qualquer outro lugar. Evitando estritamente os demônios, Bane mantém um inconsciente, porém firme e silencioso conjunto de aliados sem temer a traição por parte deles, sem perder tempo e esforço nas intrigas de treinamento, organizando, ou comandando exércitos infernais.

Clérigos de Bane de alto nível consideram demônios como um grupo de seres Ordeiros e Maus que podem ser comandados para vários serviços pelos meios adequados, e que pode ser esperado que agirão assim devido a sua natureza Ordeira e Má e a organização social dos infernos, mas que tem um interesse pessoal e não servos voluntários de Bane ou dos clérigos. Isso não é essencialmente diferente da maneira que os clérigos ou outras divindades consideram os demônios; os diabólicos nunca são tratados com segurança e confiança. Até que ponto Bane e os Arquidiabos sabem uns dos outros, ou tem contato, pode ser vago – parte de um DM “design elbow room” –  por enquanto. (Bane é também geograficamente separado dos Nove Infernos– ele está em Acheron.)

Usando as regras


Várias dicas sobre a natureza dos Nove Infernos são encontradas nas regras, como a sugestão (por inferência para a descrição de bone devils, e para os poderes gelados que Geryon e os bone devils possuem) que o plano de Geryon é um lugar extremamente gélido. Recolhendo a informação contida no livro de regras AD&D, e ornamentando estes fatos com informação da literatura, conseguimos reunir um retrato geográfico dos Nove Infernos.

Um vasto número de escritores oferecerá suas próprias religiões ou suas fantásticas concepções primárias das regiões infernais (essas terras dos mortos que são ligadas com espíritos malignos e, usualmente, punições das almas dos mortos). As fontes principais geograficamente descritas dos infernos estão listadas aqui, para DMs que querem desenvolver suas próprias versões: Dante’s Inferno; Homer’s Odyssey, boom XI; Virgil’s Aeneid, book VI; Spenser’s Faerie Queene, book II canto 7; Ariosto’s Orlando Furioso, book XVII; Tasso’s Jerusalem Delivered, book IV; Milton’s Paradise Lost; Fenelon’s Telemaque, book XVIII; e o romance fantástico de William Beckford, Vuthek. Livrarias são as melhores fontes para os livros acima.

Também são válidas versões de fantasia moderna dos infernos desenhados das fontes originais, como Inferno por Larry Niven e Jerry Pournelle (um livro de bolso de 1976). Existem muitos outros exemplos na literatura de fantasia, e muitos submundos comparáveis (aqueles em Ursula LeGuin’s The Farthest Shore e H.P. Lovecraft The Dream-Quest of Unknown Kadath vem na minha mente) também são encontradas ideias de flora, fauna e condições físicas para um DM criar sua versão dos Nove Infernos. O que segue são minhas próprias (não oficial) concepções.

Servos e Vassalos


Antes de mergulharmos em uma descrição plano por plano, uma nota referente aos demônios servos e vassalos: Estes seres são úteis para auxiliar qualquer intervenção direta no jogo por Arquidiabos, alongando a diversão e providenciando os personagens dos jogadores com únicos e significantes inimigos de poder menor antes de trazer “armas grandes” ao palco. Para personagens (como poderosos clérigos) nos Reinos que são privados de tais informações, o papel e as descrições destes servos demônios são vistas a seguir:

Alguns demônios, mesmo aqueles com poder suficiente para atingir a posição de Arquidiabo, veem sua posição mais segura no presente regime infernal sendo tenente de um Arquidiabo. Suas exatas razões para esta atitude são conhecidas apenas por eles mesmos, acredita-se que alguns preferem manter um perfil baixo para então conseguirem trabalhar “por trás das cenas”, e outros preferem agir pelo nome de um Arquidiabo, assim negando qualquer responsabilidade por suas próprias ações.

Um DM deve ter em mente que certamente há algum grau de cooperação silenciosa entre esses servos demônios, que desejam evitar serem colocados uns contra os outros (ou seja, em combate) ou contra qualquer Arquidiabo. Essa cooperação deve ser óbvia para os Arquidiabos, que aparentemente toleram isto (ao menos Baalzebul), e alguns acreditam que Asmodeus ajuda silenciosamente e encoraja isso, para adicionar estabilidade ao presente status quo – no qual ele está no topo. Medo e/ou prudência como estratégia geral (à frente de táticas de curto prazo) previne rivalidades entre demônios crescerem além de troca de palavrões e cruéis pegadinhas. O personagem de um jogador não deve ser capaz de jogar um demônio contra o outro como Maquiavel pode manipular seus cortesãos; tenha em mente que a maioria dos demônios tem inteligência razoavelmente alta.

 

Referência


 

GREENWOOD, Ed. in. TSR: Dragon 75, 1983.

Créditos nas imagens


 

avernusp

Avernus the plane of violence, por Kyrus the Red

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