Capítulo 6 – Lorde Kyrius

Por Ricardo Costa
Imagem de Destaque, artista desconhecido

Uma hora passou-se na taverna A Face do Velho. Durante este período, a Comitiva aprontou-se e se reuniu em uma das mesas do velho salão decadente. Tomaram a tão esperada sopa quente, feita com verduras e frango, bem mais rala do que deveria ser. Comeram também um pão amanhecido, amaciado pelo caldo da tigela, e beberam vinho. O calor dos alimentos e as roupas secas afastaram um pouco o frio que sentiam naquela noite de inverno. A exceção a este desconforto era sempre o mago Kariel. Por ser um dos Escolhidos da Deusa Mystra[1], o elfo de cabelos azuis celestes recebeu dádivas divinas, uma delas era a resistência ao calor e frio do clima, de modo que apenas um robe de mago simples lhe bastava.

Haviam terminado a refeição, a exceção de Bingo, o que não era propriamente uma novidade. Para o pequeno eram necessárias várias tigelas até que sorrisse e empurrasse o prato de lado. A porta da entrada de madeira rangeu novamente suas dobradiças e viram Verner Sharn entrar no salão. Estava vestindo um casaco de pele de raposa sobre a roupa e destacava-se uma espada de belíssima empunhadura prateada, guardada em uma bainha presa ao cinto. O ferreiro foi até a mesa dos aventureiros.

– Estão prontos?

– Sim! Podemos ir! – respondeu Magnus.

Verner meneou a cabeça positivamente. O grupo então levantou, deixando o abrigo da taverna, para retornar à pesada tempestade. Logo após saírem d’A Face do Velho, Verner apontou para o longe.

– A mansão do Lorde Kyrius fica na colina, além da área do centro da cidade – falou o ferreiro, em voz alta para rivalizar com a chuva e os trovões. – Vou à frente! Mostro o caminho!

– Vamos pegar nossos cavalos no estábulo e o seguiremos! – disse Limiekki, se encaminhando para o galpão anexo da estalagem.

Os sete então prosseguiram como se fossem fantasmas naquela cidade deserta, ainda mais escura e sombria pelo cair da noite. Atravessaram Tyrluk sem que nenhuma alma viva fosse avistada e, ao longe, logo divisaram a colina mencionada por Verner e, lá no alto, um tipo de casarão, rodeado por um alto muro branco. Enquanto aproximavam-se, puderam ver uma trilha, que serpenteava morro acima. Outrora deveria ser bem pavimentada, com blocos retangulares de pedra basáltica, mas o mato e os buracos haviam avançado pelo lugar, indicando o abandono. Os cavalos não gostaram de subir aquele caminho, não somente pela lama ou pedras soltas, mas por algo que os assustava e os fazia refrear e mesmo ameaçar empinar de vez em quando. Porém, com a insistência de seus mestres, avançaram em meio à chuva pesada, colina acima.

Ao chegar ao topo, a chuva tempestuosa abrandou e, por fim cessou em uma trégua, dando lugar a ventania fria. A trilha descortinou enfim, após uma curva ao redor de uma grande rocha, a mansão. Era um sobrado grande e branco, mas de um branco desbotado e enegrecido pelo tempo, protegido por um muro e emoldurado por um portão de ferro trabalhado, onde gárgulas de pedra cinzenta, no alto de duas colunas que o ladeavam, faziam sua vigília eterna. Igualmente descuidado, estava o jardim em frente, tomado por matos vulgares e ornado por duas estátuas de mulheres, cobertas com liquens escuros. A Comitiva e o ferreiro desmontaram e se puseram à frente do portão. Não havia luz nas janelas, mas uma melancólica música de piano podia ser ouvida.

– Então!? – Questionou Arthos a Verner.

– Lorde Kyrius! – Bradou no portão, o rapaz – Precisamos vê-lo!

Pouco menos de um minuto, a resposta veio na forma de furiosos latidos. Cerca de meia dúzia de grandes cães negros se arremessavam contra o ferro avermelhado, rosnando e exibindo seus dentes ameaçadores. Baruk, o anão, retirou o machado das costas e olhou firme para os animais.

Uma pequena luz surgiu de dentro da propriedade e crescia com uma silhueta humana de alguém alto, em meio à névoa fria. À medida que chegava próximo ao portão, puderam ver um homem com trajes de servo, que carregava um lampião. Era um ancião, com cabelos brancos compridos e amarrados atrás com uma fita negra. Sua expressão era fria e séria. Os cães serenaram ante a sua presença.

– Precisamos ver o Lorde Kyrius. – adiantou-se Verner – Precisamos de uma posição sobre os desaparecimentos.

– Jovem. Tem sorte em chegar até aqui hoje, quando a guarda do Lorde encontra-se ausente, caso contrário, sequer teria subido a colina. Acho que ninguém pensou que haveria alguém tolo o suficiente para vir até aqui no meio de uma tempestade como essa. Dê meia volta com seus amigos e vá embora.

– Sou Verner Charn, ferreiro e filho de Klymius Charn. Diga a Lorde Kyrius que venho em nome da cidade. Se ele é o Lorde, deveria me ouvir. Não pretendo sair daqui sem uma audiência.

– Klymius… Seu pai produzia as melhores espadas de Cormyr. Vinham magos de longe até Tyrluk apenas para comprá-las e usá-las em seus sortilégios. Pena que morreu. Enquanto a você, é audacioso, assim como tolo, por lançar estas palavras em tom de desafio, mas vou lhe atender. Falarei a Lorde Kyrius do seu desejo, mas não tenha grandes esperanças. O meu senhor há muito não concede audiências.

O homem foi para onde havia saído, desaparecendo dentro do casarão. Os cães ficaram olhando fixo para aqueles estranhos. A espera não durou muito e o velho retornou, com um molho de enormes chaves em uma das mãos.

– Tem sorte, garoto. O Lorde irá recebê-los. Há muitos anos que não recebe um plebeu. – disse o servo – Porém, seus amigos não poderão entrar armados como estão – disse girando a chave.

– Não vou entregar esse machado para ninguém, velho! – disse, raivoso, o anão Baruk, que ainda conservava sua arma nas mãos – Não se eu estiver vivo!

– Acalme-se! – falou Magnus, tranqüilizando o amigo. – Verner… se concordar, Kariel e Mikhail podem ir com você, enquanto ficamos aqui. Mesmo desarmados, as habilidades deles são suficientes para protegê-lo. Se houver algum sinal de perigo, daremos um jeito de entrar.

– Está bem, Magnus! Estou certo que tudo ocorrerá bem! – disse o ferreiro, pousando rapidamente a mão sobre o ombro do paladino de armadura.

Verner e os elfos Mikhail e Kariel deixaram com seus amigos todas as suas armas e adentraram os portões enferrujados, seguindo o homem com o lampião. Eram escoltados também pelos cães. Os aventureiros correram os olhos por aquele lugar. Jardins mortos, paredes enegrecidas e sujas. Tudo parecia abandonado naquele pátio, exceto por uma pequena construção, como um santuário, onde havia duas estátuas, uma representando uma mulher e outra uma criança. Ambas estavam de mãos dadas.

– Sabe que lugar é aquele, Verner? – sussurrou Kariel para o ferreiro – Comparando com o estado geral desta propriedade, deve ser algum lugar especial.

– Lorde Kyrius perdeu a esposa e o filho, há anos atrás. Aquelas estátuas devem ser representações deles. Um raio fulminou os dois, enquanto Kyrius estava na guerra contra Aris[2] em Arabel. Dizem que era uma pessoa muito diferente do que é hoje. Era um homem bastante querido pelas pessoas e presente na cidade. Tornou-se recluso desde aquela época e desde então só o vemos muito raramente.

Subiram alguns degraus de pedra até a grande porta da propriedade, aberta pelo velho mordomo. Ao entrar, descobriram que o interior do casarão era tão abandonado quanto o exterior. No salão, mobília fina, tapeçarias, vasos, pratarias… tudo sepultado em poeira. Havia outras coisas mais, cobertas com lençóis brancos. O cheiro era de mofo e as janelas fechadas tornavam o ar viciado e pesado.

Atravessaram a sala até uma escada que levava ao andar superior do sobrado. Voltaram a ouvir a música de piano, uma melodia triste, que se aproximava à medida que galgavam os degraus. Após o mordomo abrir uma grande porta de folhas duplas, por fim, chegaram em outro salão, um grande espaço mal iluminado por uma vela solitária sobre um castiçal de prata e dominado por um piano negro. Um homem, de pele muito clara, aparência jovem e cabelos compridos e negros, que vestia uma camisa leve de seda branca entreaberta e uma calça preta, levantou-se do banco do piano e tomou uma taça que continha um líquido vermelho. Ele sorriu levemente, ao ver os recém-chegados.

– Pode nos deixar, Denian! – disse Kyrus.

– Como quiser, senhor! – respondeu o idoso.

Após um breve momento, o Lorde de Tyrluk continuou.

– O filho do ferreiro. Como cresceu! O que posso fazer por você? – perguntou, aproximando-se.

– As pessoas estão desaparecendo, Lorde Kyrius. Enquanto fica enclausurado neste velho casarão, o povo da cidade espera alguma providência. Sua guarda pode fazer algo. Os soldados dos Zhentarim não movem uma palha para nos ajudar.

– Verner. Ouvi sobre estes desaparecimentos. Essas pessoas de que fala… são proscritos… mendigos, viajantes errantes, criminosos… porque se preocupar com eles? O que vale a vida destas pessoas infelizes? – perguntou o nobre, fitando rapidamente os relâmpagos da noite tempestuosa pelos vidros de uma grande janela, revelados por uma pesada cortina entreaberta.

– Acredito que toda vida é importante. Se não nos preocuparmos com estas pessoas desamparadas, isso não irá parar. Os desaparecimentos continuarão, até que atinjam alguém com quem nos importamos.

– Talvez seja isto, Verner… talvez esteja insensível por não ter mais ninguém com quem me importar. – o homem voltou seu olhar para a janela, agora na direção do jardim – Sabe, jovem… a vida tem menos valor do que parece a todos nós. É apenas a chama de uma vela, soprada por puro capricho e crueldade de divindades vaidosas. Enquanto lutava em honra da justiça de Tyr, em Arabel, um raio enviado pelos deuses, como estes que iluminam os céus hoje, matou minha esposa e meu pequeno filho, enquanto oravam pelo meu retorno. Oravam aos mesmos deuses que os mataram. Se um dia perder tudo que ama, se sua alma estiver vazia de amor, propósito, e esperança, talvez possa entender porque eu não preocupo com estes desaparecidos. Tudo é inútil e fútil. A vida deles é tão insignificante quanto a todos nós, perante os deuses e ao mundo, que continua a mover-se indiferente ao nosso destino. Talvez você tenha que sentir o mesmo que sinto, para entender o que lhe digo. Sugiro que parta agora e vá cuidar de sua bela Mirina… seria terrível se ela desaparecesse.

– Como sabe sobre ela? – perguntou Verner.

– Não sou tão recluso quanto pensa. Agora vão embora!

O mordomo reapareceu e conduziu os três, caminho inverso, para fora da propriedade. No portão, reencontraram seus companheiros, que estavam ansiosos para revê-los. O pequenino Bingo, o mais ansioso deles, adiantou-se em cobri-los de perguntas, assim que saíram.

– E então? Acharam o tal Lorde? Ele vai resolver? Como é essa casa? Parece bem assustadora!

– Encontramos o Lorde Kyrius, mas não estou convencido em seu empenho! – disse Kariel – Ele me pareceu estranho.

– Tive a mesma sensação! – Mikhail acrescentou – Existe algo incômodo. As janelas fechadas, os móveis cobertos. O próprio Lorde Kyrius tinha uma aparência pálida e doentia.

– Desconfia de algo? – Perguntou Limiekki.

– Sim, mas, por prudência, gostaria de ler meus livros para dizer-lhes algo mais consistente.

– Também não gostei do que Kyrius disse… principalmente quando falou em Mirina. Vou averiguar sua segurança!

– E quanto ao Pequeno Kelta? – cobrou Limiekki – Disse-nos que nos mostraria onde ele está preso. Cumprimos nossa parte no acordo, agora é a sua vez.

– Não se preocupe. Minha palavra está mantida. Levarei vocês até o lugar e lhes darei algumas informações, mas peço-lhes somente para que me permitam averiguar como minha noiva está. Em seguida, lhes encontrarei na taverna e os conduzirei ao local onde seu amigo e os aliados deles estão presos.

– Está bem, Verner! – disse Magnus em nome do grupo. – Aguardaremos seu retorno.

A Comitiva da Fé e o ferreiro desceram então a colina enlameada e escura, em meio ao frio proporcionado pelo vento cortante e pelas suas roupas molhadas. Ao chegar ao centro da cidade, Verner tomou outro caminho, entre as ruas de casas de madeira, e os heróis seguiram para os estábulos e, em seguida, novamente para a taverna A Face do Velho. Foram para o quarto coletivo que ocupavam, onde se preocuparam novamente em se secar e se aquecerem. Mikhail foi até sua mochila de viagem e sacou dela um livro, começando uma leitura silenciosa e atenta, a iluminação de uma vela tremeluzente.

Passaram-se pouco mais de quarenta minutos, quando ouviram batidas na porta do quarto. A voz rouca do velho Laus.

– Senhores… O jovem Verner voltou! Disse para chamá-los com urgência.

– Estamos indo! – respondeu Bingo.

O chamado fez a Comitiva levantar, em alerta, e novamente estavam com suas armas e equipamentos, descendo apressadamente a escada de madeira escura que rangia. Em frente do balcão, estava Verner, ainda com as mesmas roupas molhadas. Sua face, porém, estava diferente, transtornada com algo. Os olhos estavam vermelhos e úmidos. Sua mão tremia.

– Mirina… a janela estava aberta… Assim que cheguei ao seu quarto vi um monstro alado, que carregou-a pelo ar. Nada pude fazer! Eu imploro… por favor… ajudem-me…

– Kyrius! Maldito! – disse Mikhail – Ele é um vampiro! Ele a levou!

– Um vampiro!? Tem certeza? – quis saber Magnus, que já havia cruzado com um, em uma aventura passada.

– O Livro dos Mortos Vivos de Van Dorm indica claramente. As janelas fechadas e lacradas daquele sobrado empoeirado são defesas destas criaturas contra a luz do sol, que pode lhes ser fatal. Não havia espelhos também, pois eles não podem ser refletidos neles. Ainda segundo o livro, os vampiros podem assumir outras formas, tornar o seu o corpo em gases ou mesmo em morcegos monstruosos. Pode ter sido a criatura que raptou sua noiva.

– Maldito! Ele vai pagar por isso! – O jovem sacou sua belíssima espada da bainha de couro e, tomado pela fúria, apressadamente rumou em direção a saída da taverna, quando foi contido por Magnus, que pousou, firme, sua pesada manopla de aço no ombro direito do rapaz.

– Espere! Não pode enfrentar um vampiro sozinho! São criaturas poderosas. Iremos com você, mas também temos que salvar nosso aliado!

– Você… está certo… – Verner conteve sua raiva e respirou fundo – Prometi que lhes diria onde ele está e honrarei minha palavra. Esse meio-elfo está em uma cela, no quartel dos Zhentarim, do outro lado da cidade. Ele e um grupo de outros rebeldes que estavam atacando as guarnições Zhentarim na estrada foram levados para lá. Mas se forem comigo até Kyrius, e fracassarmos, seu amigo também morrerá. Os enforcamentos ocorrem ao amanhecer.

–  Quantos soldados existem neste quartel? – perguntou Limiekki.

– São cerca de vinte homens! – respondeu Verner – A única entrada é pelo portão principal, que é guarnecido por duas guaritas. Também há ameias na fortaleza, onde guardas fazem rondas esporádicas. Não sei como se pode entrar sem ser visto. Vocês me parecem homens experientes, mas são muito poucos para assaltar uma fortaleza.

– Você não conhece a Comitiva da Fé, moço! – declarou o pequenino Bingo. – A gente sempre dá um jeito!

– Acho que podemos nos dividir e dar conta destas duas missões! – defendeu Limiekki, ao olhar espantado de Verner. Os demais pararam um pouco para pensar. Kariel então esboçou um plano.

– Mikhail deve ir até o vampiro, pois tem o conhecimento para combatê-lo melhor. Eu me ofereço para ir ao resgate do Pequeno Kelta. Conheço magias podem combater múltiplos oponentes  e que podem nos camuflar…

– Vou como suporte a você, Kariel! – ofereceu-se Limiekki, que nutria um grande ódio do Zhentarim, algozes de sua terra natal.

– Também vou! – acrescentou Arthos – Espadachins são melhores cruzando espadas contra homens de carne e osso do que mortos-vivos.

– Então vão vocês três para a fortaleza. Acho que deverá ser o suficiente. Caso não se oponham, sugiro que eu, Baruk, Mikhail e Bingo vamos com Verner para a mansão de Kyrius. – Definiu, Magnus, no que concordaram seus companheiros, meneando afirmativamente as cabeças.

– Antes de partirem para o quartel dos Zhentarim, tenho algo que pode ajudá-los a penetrar na fortaleza – disse Mikhail. – Lançarei um encanto divino sobre vocês e poderão converter, ao seu desejo, seus corpos em névoa. Podem flutuar dessa maneira em boa velocidade, ultrapassar os muros, até mesmo entrarem por fendas estreitas, porém, enquanto assim estiverem, não poderão atacar, conjurar magias ou manusear nada. Também os adversários não poderão atingi-los. Deverão se concentrar e desativar o encanto para fazer estas coisas.

– Também lhe deixo alguns pergaminhos mágicos, Mikhail… podem ajudá-los. – Kariel entregou três pequenos rolos e informou ao clérigo de Mystra quais magias eles continham.

Os grupos estavam divididos e não perderam mais tempo. Mikhail executou sua prece especial e uma fugaz luminescência azulada indicou nos corpos de Kariel, Limikekki e Arthos, indicando que o encanto estava ativo. Em seguida, abriram a velha porta de madeira d’A Face do Velho, rumo novamente à noite fria e tempestuosa, e as suas missões.


[1] Escolhidos de Mystra – A Deusa Mystra escolhe alguns poucos arcanos, dedicados em sua Arte, para tornarem-se Escolhidos e a eles conferem uma série de poderes.

[2] Na Cormyr da Comitiva da Fé, no tempo presente, um rebelde chamado Vorik Aris conquistou as terras no entorno de Arabel, declarando-as um Reino, chamando-o de Nova Gondyr.

Contínua no Capítulo 7 – O Pequeno Kelta

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