Locais em Chult, Parte 7

por Augusto Ballalai e Daniel Bartolomei Vieira
Imagem de Destaque, “Mapa das Ruínas de Mezro”, artista desconhecido

Mbala


A oeste da Bacia AldaniAldani Basin há um planalto elevado, com mais de 500 m de altura. Por entre as enormes rochas e ao longo dos penhascos setentrionais de suas encostas, sobe uma trilha estreita de cerca de 5 km de extensão até o topo do platô. Ao final da trilha hvia um enorme portão de madeira. Agora em ruínas pela ação do tempo, restaram apenas as suas dobradiças de ferro e barras, tudo enferrujado. Pelo chão, diversos crânios humanos.

É tudo o que restou da cidade de Mbala, a capital de um pequeno reino. Seus prédios de madeira não existem mais, colocados abaixo pela ação do clima e do tempo. Algumas fundações de pedra ainda podem ser vistas, cobertas por vegetação. É a única prova de que Mbala não era um simples vilarejo.

Exploradores relataram que uma bruxa vive entre as ruínas, acompanhadas de macacos voadores e algo de um horror indescritível, feito de pedaços de pessoas mortas.

Mezro


Mezro era a maior cidade de Chult. Fundada há muitos anos pelo próprio Ubtao, há mais de quatro milênios, Mezro era a capital e centro de toda a cultura da tribo Tabaxi, lar do barae – os paladinos de Ubtao – e centro do comércio da selva. Mezro já foi devastada por Eshowdow, um gigante das sombras e aspecto de Shar invocada pela tribo dos Eshowe, sofreu com pestes, invasões de mortos-vivos comandados pelo antigo bara banido Ras Nsi, desapareceu sob a ilusão de poderosas magias e foi reencontrada. Por fim, foi destruída durante a Praga MágicaSpellplague.

Tudo o que resta das ruínas da cidade leva a acreditarem nisso. Entretanto, a verdade é que os barae usaram seu poderes concedidos por sua divindade, Ubtao, para transportar a cidade completamente para um paraíso, um semiplano construído magicamente, longe de olhos cobiçosos. Ruínas decrépitas e vazias foram deixadas para trás para criar a impressão que Mezro havia realmente sido destruída para que a deixassem em paz.

Ninguém sabe ao certo quando Mezro retornará, se retornará. A única pessoa em Faerûn que sabe a verdadeira história sobre o destino de Mezro é os ex-HarpistaHarper chamado Artus Cimber, mas ele não arriscará revelar a verdade em defesa da ancestral cidade Chultana.

As ruínas que ficaram para trás formam um círculo, dividido em quatro por quatro grandes avenidas que cortam o local de norte a sul, de leste a oeste e encontram-se em uma enorme praça central. As docas da cidade que ficam na foz do Rio Olung estão cobertas por suas águas, que invadiram a maioria das ruas da cidade. Os prédio de pedra estão cobertos de cipós, trepadeira e musgos que saem das ruas submersas que mais se parecem canais. O silêncio impera no local.

Pouco resta de valor entre as ruínas, pois ela já foram incessantemente saqueadas por diversas pelo Punho FlamejanteFlaming Fist em nome da cidade de Portal de BaldurBaldur’s Gate. Patrulhas do Punho FlamejanteFlaming Fist constantemente visitam as ruínas como parte do treinamento dos novos recrutas, e aproveitam para garantir que nada de outros saques tenha ficado para trás.

Mina Coração de DragãoWyrmheart Mine


Esta mina era operada por um clã de anões albinos a até quarenta anos atrás, quando o local foi tomado por uma dragão vermelho chamada Tzindelor. Embora a dragão vague por todo o sul de Chult, seu covil fica na Mina Coração de DragãoWyrmheart Mine, e ela passa muito do seu tempo deitada sobre seu tesouro em suas profundezas.

Tzindelor aliciou um secto de kobolds das Montanhas dos KoboldsKobold Mountains para trabalhar para ela, e eles a chamam de FlamaTinder. Por entre os corredores da mina, cheios de ossos de anões que morreram na batalha contra Tzindelor, os kobolds construíram uma infinidade de armadilhas para que ninguém chegue até o tesouro de sua ama. Entretanto, alguns dos trilhos que transportavam minério de ferro pelo complexo ainda estão intactos e funcionais.

Os que restaram do clã de anões que operavam a mina ainda têm a esperança de matar a dragão e sua horda de kobolds e retomar o complexo, bem como a forja de Hrakhamar, e têm espreitado nas selvas próximas.

Montanhas dos KoboldsKobold Mountains


As Montanhas dos KoboldsKobold Mountains são uma cadeia de montanhas na costa oeste de Chult. A famosa forja abandonada dos anões de Hrakhamar fica nas encostas orientais da cadeia de montanhas, bem como a Mina Coração de DragãoWyrmheart Mine, que fica mais ao sul.

Nangalore


Alguns quilômetros abaixo das quedas d’água do Lago Luo que dão origem ao Rio Olung, em sua margem direita, ficam os jardins de Nangalore. O acesso é por um dos afluentes do Olung é fácil, mas o acesso por terra é complicado, pois os jardins ficam no meio de um pântano.

Há muitos anos, quando foi construído, o grande jardim se chamava Ka-Nanji, ou Jardim Suspenso dos SonhosHanging Garden of Dreams. Ka-Nanji foi idealizado em homenagem à vaidosa rainha Omuana, Zalkoré, por seu general e amante. Os jardins serviam como um retiro das intrigas e complôs de Omu e era apreciado e bem frequentado pela rainha. Entretanto, boatos de que a rainha havia feito um pacto com criaturas demoníacas fez com que ela abdicasse do trono e fosse exilada para o local, que recebeu seu atual nome, Nangalore, ou Jardim dos Sonhos PerdidosGarden of Lost Dreams.

Hoje, os jardins estão abandonados e plantas estranhas crescem no local. Muitas estátuas foram desfiguradas. O local é considerado amaldiçoado por exploradores, que relatam haver algo não natural vivendo ali. Mas para os Chultanos, a criatura que vive ali é considerada uma mística da natureza, procurada para dar ensinamentos sobre plantas e sobre acontecimentos passados.


Referências

PERKINS, C.; DOYLE, W.; WINTER, S. Tomb of Annihilation. Wizards of the Coast, 2017.

 

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