Bahamut

por Paulo Henrique Lima
Imagem de Topo, “Bahamut”, por Jeff Easley

Anjo dos Sete CéusSeven Heavens, Draco Paladino, o Deus dos Dragões, Avô dos Dragões, Rei dos Dragões Bons, Justiceiro, o Arauto da Justiça (como Marduk), Lorde do Vento Norte, Lorde das Puras Encantações (como Marduk), Marduk, o Dragão de Platina, O Valente (como Marduk), Xymor

Símbolo Sagrado de Bahamut
Símbolo sagrado de Bahamut

Divindade Menor
Símbolo: Uma estrela acima de uma nebulosa, Cabeça de um dragão de perfil
Plano Natal: Celéstia
Tendência: Leal e Bom
Aspecto: Dragões Bons, Vento
Seguidores: Dragões bons, qualquer um buscando proteção dos dragões malignos
Tendência dos Clérigos: Leal e Bom, Neutro e Bom
Domínios: Ar, Bem, Sorte, Proteção, Guerra, Vida, Justiça
Sacerdotes: Justiciar
Arma Predileta: Garra
Adjetivos: Bahamutanos

Bahamut (bar-rá-mut) é reverenciado em muitos lugares. Embora todos os dragões bons lhe prestem homenagens, os dragões de ouro, prata e latão o têm em altíssima consideração. Outros dragões, mesmos os malignos (com exceção de sua arquirrival, Tiamat) respeitam Bahamut por sua sabedoria e poder.

Em sua forma natural, Bahamut é um dragão comprido e sinuoso coberto por escamas branco-prateadas que cintilam e brilham mesmo à luz mais fraca. Seus olhos, semelhantes aos de um gato, são azul-celeste, da cor do céu no verão, segundo alguns. Outros insistem que são de um tom frio de índigo, como o coração de uma geleira. Talvez os dois relatos apenas reflitam o humor inconstante do Dragão de Platina.

Uma lenda idealiza que Io criou os dragões no nascimento do mundo, mas os draconatos ainda não existiam. Então, durante a Guerra da Alvorada, lo foi morto pelo seu primordial, conhecido como Erek-Hus, o Rei do TerrorKing of Terror. Com um duro golpe de um machado de adamantina, a criatura gigantesca dividiu lo ao meio, da sua cabeça até a cauda, separando o deus dragão em duas metades iguais, as quais ascenderam como novas divindades – Bahamut e Tiamat.

Dogma


Bahamut é severo e despreza o mal. Ele não tolera desculpas para os atos malignos. Apesar disso, ele é um dos seres mais compassivos do multiverso. Ele tem uma simpatia sem limites pelos oprimidos, os despossuídos e os abandonados. Ele encoraja seus seguidores a promover a causa do bem, mas prefere deixar que os seres lutem suas próprias batalhas quando puderem. Para Bahamut, é melhor oferecer informação, cura ou refúgio seguro (temporário) do que assumir o fardo de outrem.

Bahamut é servido por sete grandes anciões de ouro que frequentemente acompanham o deus ou seus avatares.

Clero e Templos


Bahamut tem poucos clérigos e ainda menos templos. Até pouco tempo atrás, ele aceitava apenas clérigos e paladinos bons, entretanto após os eventos d’A SeparaçãoThe Sundering, ele tem permitido todas as tendências, embora seja preferencia os leais bons, porém ainda tendo que cumprir os juramentos. Os clérigos de Bahamut, sejam eles dragões, meio-dragões ou outros seres atraídos por sua filosofia, lutam para executar ações constantes, porém sutis, em prol do bem, interferindo sempre que necessário, mas tentando causar o menor dano possível no processo.

Muitos dragões de ouro, prata e latão mantém santuários simples dedicados a Bahamut em seus lares, geralmente nada mais elaborado que o símbolo de Bahamut entalhado numa parede.

Avatares


Bahamut visita o mundo com frequência, geralmente com o aspecto de um homem muito velho ou de um jovem inexperiente. Está sempre acompanhado de uma guarda de honra composta por sete anciões de ouro que assumem as formas de companheiros de viagem ou animais. Bahamut mantém-se vigilante contra as maquinações de Tiamat, tomando as atitudes que considera necessárias para impedir o aumento de sua influência e desfazer qualquer dano que ela tenha provocado. Bahamut jamais dá as costas a uma criatura leal e boa em perigo, mas raramente interfere diretamente se Tiamat não estiver envolvida. Do contrário, ele oferece cura, conselhos ou informações. Bahamut é o velho eremita cuja profecia sutil revela um grande mistério, ou o estranho gentil que oferece um refúgio seguro, ou aquela magia tão necessária.

As peregrinações de Bahamut foram a inspiração de muitos contos de bardos. O mais conhecido relata um encontro à beira da estrada com um modesto velho e seus sete canários adestrados. Ninguém teria percebido nada, diz o conto, se um bando de ogros liderado por um ogro mago não tivesse atacado os espectadores.


Referências

CORDELL, B; GREENWOOD, E.; SIMS, C. Forgotten Realms Campaign Guide. Wizards of the Coast, 2008.

MOHAN, K. ed. Sword Coast Adventurer’s Guide. Wizards of the Coast, 2015.

WILLIAMS, S.; REDMAN, R.; WYATT, J. Deities and Demigods. Wizards of the Coast, 2002.

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